Sensibilidade, pesquisa e empatia: como produzir textos levando em conta o público-alvo

Postagem: 11/06/2018

#FalaÍntegra

            Costumo escrever a maioria dos textos para o blog da Íntegra, faz alguns anos. E agora, matutando a produção deste, foi uma experiência estranha, porém ótima. Tanto por eu poder estar falando por mim Sarah e não pela agência, e também por me expressar sobre algo que é o meu dia a dia constante, mas que funciona quase inconscientemente, já está intrínseco na minha maneira de pensar para o texto sair.

            Então coube a eu parar e questionar a mim e a você: é possível adequar a voz e o público-alvo aos textos sem ter conhecimento?

            Até dá, sabe? Acho que também vai muito da sua percepção de mundo, de como se encara as relações entre consumidor e cliente.

            Mas, a partir do momento que você entende o que é a voz, entende como ela faz diferença num texto; quando você compreende quem é o público com quem precisa falar, o texto só flui. E flui muito mais funcional.

            Para isso, a palavra-chave é entendimento. Não saia produzindo loucamente. Não se prenda ao “ai Meudeus tenho um deadline, preciso entregar esse textooooooo”.

            Pense primeiro em quem vai ler. Como a pessoa vai receber esse texto? Ela vai entender o que eu-redator, estou escrevendo? Está sendo passado de forma clara e com palavras que são de entendimento do meu leitor?

            São premissas básicas para começar o texto, que seja um status para Facebook, uma matéria de blog ou uma home de site.

            Então você vai pensar no seu público. Quem ele é. Geralmente terá uma pesquisa antes disso e você estará bem mais preparado para ele. Mas uma coisa é saber que o público é masculino, de 30 anos e gosta de motos, por exemplo, outra é entender como ele pensa. E aí entra a imersão. Você tem que entrar no mundo do seu cliente – tanto o seu cliente quanto o cliente do seu cliente. Claro que tem assuntos que não nos identificamos, que não são fáceis de entender, mas quanto mais ler sobre o assunto, mais se compreende sobre ele, e mais fácil vai ser produzir um conteúdo e ser assertivo.

            Certo, você entendeu, fez a imersão e pesquisou, pesquisou muito, pesquisou mais um pouco. Então como você vai falar? Aí entra a voz.

            A voz da marca vai dar o tom atrelado ao posicionamento dela. Ela vai mesclar o com quem se fala e o como se fala. Ela será a personalidade para a marca e em consequência a personalidade do seu texto.

            Perceba o tom e a personalidade diferente entre os 2 clientes/posts acima. O primeiro é um cliente que vende lonas e coberturas para o público final e também para outras lojas. A informação é técnica e precisa ser direta ao ponto. Já o outro é um brechó infantil que vende diretamente para mães e outros interessados, então o texto brinca com o lúdico, com a leveza, mas sem perder o apelo promocional.

 

            Escrevi, escrevi e escrevi e agora pensei, será que você está me entendendo? Resumindo, o que eu faço para produzir textos levando em conta o público-alvo é uma mistura de sensibilidade, pesquisa e empatia. Sou pré-disposta a entender outros assuntos. Pesquiso sobre eles e me coloco no lugar do meu cliente e de quem ele quer atingir.

            Claro que há técnica, há todo um trabalho por trás como plano de conteúdo, planejamento e mil outras informações, mas o segredo, que não é segredo nenhum, o que conta na verdade é a sensibilidade. É se por no lugar de quem vai ler e produzir algo que fará sentido para ele e o atinja de maneira positiva – que esse é o ponto, não é mesmo? Fazer uma comunicação saudável e que conecte e propague informações boas; mas isso fica para outro #FalaÍntegra.

 

Sarah Rappl
Redatora

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